Três policiais são afastados após morte de jovem em ação no RN

Segurança

Três policiais são afastados após morte de jovem em ação no RN

Douglas Rebouças da Silva Cavalvante, de 20 anos, morreu na madrugada de sábado (20) no trevo que dá acesso às cidades de Almino Afonso, Frutuoso Gomes e Lucrécia, no Alto Oeste do Rio Grande do Norte.

Ele era servidor da Câmara Municipal de Almino Afonso e pilotava uma motocicleta com o primo de 15 anos na garupa, que sofreu ferimentos leves.

As versões da família do jovem e dos policiais diferem sobre o ocorrido.

Na terça-feira (13), a Polícia Civil informou que o caso está sob investigação da Delegacia Especializada em Crimes Funcionais da Corregedoria-Geral da instituição.

Três agentes da Polícia Civil envolvidos na ação foram afastados das funções, decisão publicada no Diário Oficial do Estado, com afastamento válido até o término das investigações. Eles continuam recebendo salário.

A portaria que determina o afastamento aponta a necessidade de garantir a isenção e o regular andamento do processo, evitando possíveis influências dos servidores.

Segundo familiares e amigos, Douglas retornava de uma lanchonete em Lucrécia com destino à comunidade Exu, em Almino Afonso, pilotando a moto com o primo adolescente.

Conforme a polícia, a operação era parte de uma investigação sobre homicídio na região, e os policiais informaram ter sido alvejados por disparos vindos da moto conduzida por Douglas, versão negada pela família, que afirma que nem ele nem o primo estavam armados.

Douglas foi socorrido para o hospital mais próximo, mas não resistiu ao ferimento. O adolescente recebeu atendimento e teve alta.

O caso foi registrado na delegacia de Patu, onde um amigo da vítima e os três policiais envolvidos prestaram depoimento no sábado.

Douglas trabalhava há um ano como assistente legislativo na Câmara Municipal de Almino Afonso. O Legislativo lamentou a morte do servidor e aguarda apuração dos fatos, confiando que a justiça será feita.

Douglas era filho mais velho, morava com a mãe e duas irmãs.

No domingo (11), após o sepultamento, moradores realizaram protesto em frente à Delegacia de Polícia Civil cobrando investigação sobre o caso.

Créditos: g1