O primeiro GINGA Moda RN aconteceu nesta semana em Natal, com o objetivo de apresentar a moda potiguar como uma cadeia produtiva com identidade própria e grande capacidade de gerar negócios em seus diversos elos.
Essa avaliação foi feita na sexta-feira (31) pelo diretor regional do SENAI-RN, Rodrigo Mello, durante reunião do Conselho Regional da instituição, realizada na Casa da Indústria, sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), em Natal.
"O evento foi um sucesso total", afirmou o executivo ao repassar os resultados aos conselheiros. Ele destacou a presença de representantes de 19 estados, mais de 3 mil participantes ao longo de dois dias, R$ 1,5 milhão em negócios já realizados e cerca de R$ 4 milhões em negócios futuros em desenvolvimento após o evento.
Realizado nos dias 27 e 28 no Hotel Praiamar Arena, o GINGA foi uma promoção conjunta do SENAI Moda, SEBRAE-RN e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), com apoio da FIERN, AMO-RN, Asconf, SIFT, SINDIVEST e SINDIBONÉS. Os patrocinadores incluíram Riachuelo, Instituto Riachuelo, Vicunha, Bonor e Grupo NS.
Roberto Serquiz, presidente da FIERN e do Conselho Regional do SENAI-RN, ressaltou que os números do GINGA demonstram a força do setor. Ele afirmou que eventos assim são grandes estímulos para a indústria de transformação, especialmente para a têxtil e de confecções do estado, que gera emprego e oportunidades na região.
O Conselho Regional do SENAI-RN, formado por representantes da indústria, trabalhadores, Ministério da Educação e do Trabalho e Previdência, discutiu na 5ª Reunião Ordinária de 2026 os resultados do primeiro semestre da instituição e destacou o evento GINGA Moda RN.
O balanço da primeira edição revela participação de estados de todas as regiões do Brasil, reunindo profissionais do setor, empreendedores, especialistas, estudantes, empresas compradoras, consumidores e referências da moda, design e economia criativa nacional.
Entre os palestrantes estavam Daniela Falcão, fundadora do hub criativo Nordestesse e ex-diretora da Vogue Brasil; a estilista Catarina Mina; a influenciadora digital Geo Chaves; as estilistas Isabela e Chica Capeto; Marina Bitu, designer e empreendedora cearense; a pesquisadora de tendências Raquel Leão; Chico Gonzalez, gerente de marketing da Vicunha Têxtil; e Fábio Monnerat, consultor de branding e comunicação para moda.
Rodrigo Mello destacou que, apesar de ser a primeira edição, o GINGA já ultrapassou as expectativas iniciais, com negócios realizados e em desenvolvimento que devem superar três ou quatro vezes as projeções originais.
O evento foi pensado para diversos públicos e visou mostrar ao Brasil a moda potiguar com sua identidade, qualidade e talento, ressaltando o setor de vestuário, têxtil e moda do Rio Grande do Norte.
Amora Vieira, diretora do SENAI Moda e de outros Centros do SENAI-RN, comemorou o fortalecimento da moda potiguar pela criatividade, inovação e talento dos participantes, enfatizando a importância da união entre educação, indústria e criatividade para desenvolver o setor.
Durante o evento, o talk show "Sustentabilidade na cadeia da moda" teve grande destaque, com a participação de Rodrigo Mello, Vitor Abreu (Bonor), Jairo Amorim (Guararapes) e João Hélio Cavalcanti (SEBRAE-RN). A sustentabilidade foi apontada como um valor agregado essencial para as marcas e para a qualidade de vida na cadeia produtiva da moda.
Mello destacou que a sustentabilidade envolve todas as etapas do processo produtivo e requer mão de obra qualificada para manter e aumentar o valor agregado dos produtos.
Desde 2024, o SENAI no estado registrou mais de 23 mil matrículas em cursos ligados à área têxtil, vestuário e design de moda, sendo mais de 5 mil só neste ano. Essas formações contribuem para a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável da indústria.
As indústrias mostraram exemplos das práticas sustentáveis adotadas, como a Bonor, que utiliza materiais reaproveitados e processos livres de substâncias químicas nocivas. Jairo Amorim disse que a sustentabilidade é parte do DNA da Guararapes, que investe em tecnologias para reduzir o uso de água e programas como AgroSertão e Pró-sertão, que fortalecem a cadeia produtiva local.
O diretor técnico do SEBRAE-RN explicou como a instituição apoia empresas do setor desde a idealização do negócio até o acesso a mercados, ampliando as oportunidades para compradores nacionais e internacionais.
A programação incluiu desfiles com trabalhos dos alunos do curso técnico em Design de Moda do SENAI Moda, que apresentaram coleções explorando upcycling, inovação têxtil, impacto ambiental e temas culturais locais.
Outro destaque foi a final do concurso GINGA Novos Talentos da Moda. A coleção vencedora, Tramas de Campo Aberto, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, se inspirou na obra "O Tempo e o Vento". O segundo lugar ficou para o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais e o terceiro para a Escola Cidadã Integral Técnica da Paraíba, com coleções que celebram a cultura e tradição locais.
Assim, o GINGA Moda RN evidenciou a força, a criatividade e o potencial da moda no Rio Grande do Norte, fortalecendo a economia local e promovendo o setor para todo o Brasil.
Créditos: tribuna do norte