Seap repudia interferência do sindicato após suspensão de visitas em Alcaçuz

Segurança

Seap repudia interferência do sindicato após suspensão de visitas em Alcaçuz

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) emitiu uma nota nesta terça-feira (4) para criticar a interferência do Sindicato dos Policiais Penais na administração da Penitenciária Estadual de Alcaçuz. Conforme a secretaria, essa atuação do sindicato impediu a realização das visitas sociais na unidade pela segunda vez consecutiva.

Segundo a Seap, a suspensão das visitas foi motivada pela interferência do sindicato. A secretaria afirmou que tal situação prejudica as rotinas do sistema prisional e pode causar riscos à segurança das unidades.

A nota da Seap informou que foi comunicado ao Poder Judiciário sobre a suspensão das visitas, ressaltando que somente a autoridade judiciária tem poder para autorizar a interrupção desse direito.

A secretaria também decidiu abrir um procedimento administrativo para investigar a conduta dos servidores envolvidos. Além disso, grupos operacionais da Polícia Penal foram mobilizados para reforçar a segurança e assegurar a continuidade das atividades em Alcaçuz.

Ainda de acordo com a Seap, os visitantes foram informados de que as visitas que não ocorreram serão reagendadas.

Na nota oficial, a Seap detalha:
"Em razão da impossibilidade de realizar as visitas sociais na Penitenciária Estadual de Alcaçuz pelo segundo dia consecutivo, causada pela interferência do Sindicato dos Policiais Penais, adotamos as seguintes medidas:
1. Comunicamos ao Poder Judiciário a suspensão das visitas, lembrando que somente a autoridade judiciária pode decidir sobre essa suspensão.
2. Determinamos a abertura de procedimento administrativo para apurar a conduta dos servidores envolvidos.
3. Mobilizamos grupos operacionais da Polícia Penal para reforçar a segurança e garantir a continuidade das atividades na Penitenciária de Alcaçuz.
4. Informamos aos visitantes que as visitas prejudicadas serão remarcadas.
5. Repudiamos a interferência do Sindicato dos Policiais Penais na gestão penitenciária, que compromete as rotinas do sistema prisional e gera riscos à segurança das unidades."

Créditos: Tribuna do Norte
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