As chuvas no Rio Grande do Norte entre os meses de janeiro e março de 2026 devem ficar dentro ou abaixo da normalidade, segundo previsão divulgada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) em 14 de janeiro.
A Emparn explicou que a baixa ocorrência de chuvas no início de janeiro foi influenciada pela Oscilação Intrassazonal Madden-Julian (OMJ) de maneira desfavorável. A partir do dia 16 de janeiro, as chuvas devem aumentar, mas as precipitações devem permanecer moderadas até março, quando se espera que voltem à normalidade. A previsão para 2026 é mais otimista que a de 2025.
Janeiro e fevereiro são considerados meses de pré-estação chuvosa, com sistemas meteorológicos de curta duração e baixa previsibilidade, como Vórtices Ciclônicos (VCANS), Linha de Instabilidades (LI) e Frentes Frias (FF), que podem ou não gerar chuvas.
Em fevereiro, a atuação da OMJ deve favorecer chuvas nas primeiras semanas, enquanto a segunda quinzena dependerá da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).
Março, o mês mais chuvoso do trimestre, terá a intensidade de chuvas influenciada pelas condições dos oceanos Pacífico e Atlântico. O meteorologista Gilmar Bristot, da Emparn, informou que a La Niña está fraca, com tendência a ficar neutra em março e abril, prevendo chuvas dentro da normalidade para este período.
Ele destacou que o Atlântico Norte está mais aquecido que o Atlântico Sul e começando a apresentar mudanças. Em comparação a 2025, 2026 tem perspectiva de melhores condições pluviométricas.
Bristot alertou que a ausência de chuvas em março e abril indica ausência da quadra chuvosa e situação de seca, explicando que as poucas precipitações nesses meses em 2025 resultaram no ano ruim para as chuvas no estado.
Créditos: g1 RN