Preço da cesta básica em Natal cai 7,95% em julho, diz Dieese

Economia

Preço da cesta básica em Natal cai 7,95% em julho, diz Dieese

O custo da cesta básica em Natal teve uma redução de 7,95% entre junho e julho de 2026, baixando para R$ 631,51. Os dados foram divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 10 de agosto, que destacou o tomate como o produto com maior queda no mês, registrando -47,36%.

No acumulado dos últimos 12 meses, de julho de 2025 a julho de 2026, a cesta básica apresentou uma diminuição de 2,26%. Contudo, no acumulado do ano, entre dezembro de 2025 e julho de 2026, ocorreu um aumento de 5,75%.

De acordo com o estudo, um trabalhador potiguar que recebe salário mínimo precisou trabalhar 85 horas e 43 minutos em julho para comprar a cesta básica.

Natal liderou a queda no preço da cesta básica entre as cidades pesquisadas, seguida por Maceió (-7,87%), Belo Horizonte (-7,44%), Palmas (-7,38%), Rio de Janeiro (-7,12%), Brasília (-6,71%), João Pessoa (-6,65%), Salvador (-6,59%), Fortaleza (-6,39%), Florianópolis (-6,28%) e Cuiabá (-6,04%). A única cidade que registrou alta foi São Luís, com 0,3%.

Entre junho e julho de 2026, oito dos 12 produtos que compõem a cesta básica de Natal tiveram redução nos preços. Os maiores recuos foram no tomate (-47,36%), óleo de soja (-4,19%) e café em pó (-2,53%). Também caíram os preços da farinha de mandioca (-2,04%), manteiga (-2,00%), açúcar cristal (-1,62%), feijão carioca (-1,60%) e carne bovina de primeira (-1,23%). O preço da banana permaneceu estável, enquanto o leite integral (5,05%), arroz agulhinha (2,23%) e pão francês (0,46%) tiveram alta.

No período de julho de 2025 a julho de 2026, os produtos que mais aumentaram foram: feijão carioca (37,43%), leite integral (13,40%), carne bovina de primeira (7,26%) e pão francês (3,96%). Por outro lado, tiveram queda o tomate (-40,03%), arroz agulhinha (-17,74%), açúcar cristal (-17,65%), café em pó (-14,17%), farinha de mandioca (-4,55%), manteiga (-2,72%), óleo de soja (-1,85%) e banana (-0,54%).

Na variação acumulada do ano, de dezembro de 2025 a julho de 2026, subiram os preços do feijão carioca (40,17%), leite integral (18,57%), banana (6,45%), carne bovina de primeira (6,15%), pão francês (2,97%), farinha de mandioca (0,60%), manteiga (0,54%) e tomate (0,21%). Por outro lado, caíram café em pó (-9,75%), óleo de soja (-9,70%), açúcar cristal (-9,00%) e arroz agulhinha (-1,50%).

Quanto ao impacto no salário mínimo, o trabalhador que recebia R$ 1.621,00 no mês de julho de 2026 teve que se dedicar 85 horas e 43 minutos para comprar a cesta básica, um tempo menor que em junho de 2026, quando foram necessárias 93 horas e 07 minutos.

Em comparação a julho de 2025, com salário mínimo de R$ 1.518,00, o tempo exigido era de 93 horas e 38 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido após desconto de 7,5% para a Previdência Social, o trabalhador comprometeu 42,12% de sua renda para adquirir a cesta em julho de 2026, percentual inferior aos 45,76% de junho de 2026 e aos 46,02% de julho de 2025.

Créditos: Tribuna do Norte
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