Criminosos estão utilizando um aplicativo falso em nome do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para aplicar golpes. A fraude se apresenta como um serviço de reembolso de descontos associativos e tem sido disseminada, principalmente, para celulares com sistema Android.
De acordo com o INSS, pesquisadores da empresa de cibersegurança Kaspersky identificaram o golpe ao detectar um malware chamado “BeatBanker”. Este programa, classificado como “trojan bancário”, pode roubar informações financeiras e controlar o aparelho da vítima.
O esquema começa com a divulgação de um site falso que imita visualmente a loja oficial de aplicativos do Android. Nesse ambiente fraudulento, é oferecido um app denominado “INSS Reembolso”, que se apresenta como a ferramenta oficial para solicitar devolução de valores.
Ao instalar o aplicativo, o usuário tem seu celular comprometido pelo malware, que pode acessar informações sensíveis armazenadas no dispositivo. Especialistas em segurança digital afirmam que esse software malicioso é capaz de espionar aplicativos bancários, capturar senhas e dados pessoais, redirecionar transferências financeiras e até controlar remotamente o celular.
Criminosos frequentemente usam esse tipo de ferramenta para acessar contas bancárias e realizar transações sem o conhecimento da vítima.
O INSS orienta a população a não instalar aplicativos fora das lojas oficiais e a desconfiar de serviços que prometem reembolsos ou liberação de valores por meio de links ou páginas desconhecidas. O órgão ressalta que o único aplicativo oficial para acesso a serviços previdenciários é o Meu INSS, disponível nas lojas oficiais.
Além do aplicativo, o atendimento do instituto pode ser feito pelo telefone 135 e pelos canais oficiais na internet.
Caso o usuário identifique aplicativos suspeitos ou tenha baixado programas semelhantes, a recomendação é remover imediatamente o aplicativo e realizar uma verificação de segurança no celular. O INSS aconselha também evitar operações financeiras pelo aparelho até que ele esteja seguro.
O instituto afirma que conscientizar sobre esse tipo de fraude é fundamental para reduzir a circulação de golpes e proteger segurados e beneficiários contra prejuízos financeiros.
Créditos: Agência Brasil