A exposição fotográfica "Retratos da Juventude Potiguar" está em exibição no Complexo Cultural Rampa, em Natal (RN). O acervo apresenta fotos feitas pelos participantes de oficinas que utilizaram a metodologia photovoice, na qual os jovens receberam câmeras para registrar cenas do seu cotidiano.
Esta mostra faz parte de uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O estudo envolveu 1.773 jovens potiguares, entre 15 e 29 anos, e incluiu seis encontros com grupos focais em todas as regiões do estado. Os dados foram apresentados em um seminário realizado em 3 de julho, que divulgou um diagnóstico sobre a situação da juventude nas áreas de família, violência, mobilidade, acesso à informação, participação social, saúde, sexualidade e uso de drogas.
Jenair Alves, coordenadora do Observatório da População Infanto-juvenil em Contextos de Violência (Obijuv), explicou o desenvolvimento do projeto: "Este projeto buscou dialogar com os jovens potiguares de diversas formas. Realizamos a pesquisa em escolas, organizações sociais, redes sociais e internet em geral, além de oficinas usando a fotografia como principal recurso e rodas de conversa específicas para discutir os resultados e consolidar as descobertas. O seminário cumpre uma etapa importante da pesquisa que é a divulgação e difusão dos resultados. Convidamos jovens, organizações e territórios participantes para acompanhar essa apresentação".
O estudo apresenta dados sobre as atividades dos entrevistados. A maior parte estuda, trabalha, estagia ou combina essas ocupações. Entre adolescentes de 15 a 17 anos, 18,8% estudam e trabalham, enquanto que entre os jovens de 18 a 29 anos, essa proporção é de 33%. Apenas 1% dos adolescentes e 2,4% dos jovens adultos não realizam nenhuma dessas atividades.
André Sobrinho, coordenador da Agenda Jovem Fiocruz (AJF), ressalta a análise dos dados: "O diagnóstico é claro: o lugar onde o jovem vive define suas oportunidades. Para mudar essa realidade localmente, saúde, trabalho e mobilidade devem liderar a agenda pública prioritária. Temos trabalhado para mapear as nuances da juventude brasileira atual".
A exposição ficará aberta para visitação pública até o dia 12 de julho.
Créditos: Tribuna do Norte