O médico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou que ele sofreu uma queda ao caminhar dentro da cela e descartou uma lesão intracraniana grave após exames realizados. A suspeita é de que a tontura que Bolsonaro está apresentando seja causada pela interação dos novos medicamentos que está tomando.
O cardiologista Brasil Caiado explicou que Bolsonaro tentou se levantar e caminhar, mas acabou caindo e batendo a cabeça e o pé em um objeto no quarto. Ele destacou a diferença entre uma queda simples da cama e a queda ocorrida ao caminhar.
Caiado mencionou que os sintomas de tontura, desequilíbrio e oscilações na memória do ex-presidente são preocupantes e precisam de acompanhamento médico compartilhado. Há suspeita de que esses sintomas estejam relacionados à dosagem e combinação dos remédios recentes, utilizados após os procedimentos médicos realizados no final do ano.
Os exames mostraram que Bolsonaro apresenta uma lesão em partes moles das regiões temporal e frontal direita, o que caracteriza um traumatismo craniano leve. Esse diagnóstico também foi apontado anteriormente pelo médico Claudio Birolini.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a ida de Bolsonaro ao hospital após o ocorrido. O relatório da Polícia Federal indicou que o ex-presidente estava orientado e não apresentava déficit neurológico.
Apesar do risco de quedas ser uma preocupação na equipe médica de Bolsonaro, principalmente pela idade dele, de 70 anos, o ex-presidente não acionou o protocolo de emergência após a queda. A lesão foi constatada horas depois, quando os policiais penais perceberam um arranhão na testa durante a rotina de verificação e entrega do café da manhã.
Mesmo sem consentimento inicial, a equipe médica da PF foi acionada para avaliar Bolsonaro, que dispensou atendimento médico imediato e foi mantido em observação.
Esta é a segunda saída de Bolsonaro desde sua prisão em novembro. Ele já havia sido internado para cirurgia e tratamento de soluços antes do Natal e recebeu visita da esposa Michelle em janeiro.
Até o momento, a equipe médica determinou que Bolsonaro deve realizar tomografia e ressonância do crânio, além de eletroencefalograma para acompanhamento do estado neurológico.