A aprovação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul provocou diversas reações, desde elogios feitos pelos líderes dos blocos sul-americano e europeu até protestos contrários contra a assinatura do tratado pelo Parlamento Europeu.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) ressaltou que, apesar do avanço, é fundamental ter cautela e acompanhar cuidadosamente os impactos do acordo na indústria. Para a entidade, esse entendimento marca um momento importante no comércio internacional e afeta diretamente a economia de Minas Gerais.
Minas Gerais possui uma relação comercial sólida com o bloco europeu, o que torna o acordo especialmente relevante para o estado. Entre 2022 e 2025, as exportações mineiras para a União Europeia chegaram a cerca de US$ 31 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 13,38 bilhões.
Na sexta-feira (9), o vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, comemorou a aprovação e destacou que o acordo fortalece o multilateralismo, favorecendo o comércio de produtos mais baratos e de melhor qualidade. Segundo ele, o pacto, já considerado o maior do mundo, deve estimular investimentos no Mercosul, pois 30% dos exportadores brasileiros têm a União Europeia como destino, tornando-a o segundo maior parceiro comercial.
O ministério reforçou que este é o maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores firmados pela União Europeia com seus parceiros. O pacto abrange um mercado combinado de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) conjunto de US$ 22,4 trilhões, conforme assinalado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar da aprovação, ainda é necessária a ratificação pelo Parlamento Europeu para que o acordo seja efetivado, assim como a assinatura dos congressos do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Os países do Mercosul só irão assinar o acordo após a aprovação dos europeus. Caso seja aprovado, a assinatura oficial está prevista para o dia 17 de janeiro, no Paraguai.